segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Olhos de mongol

Olhos de mongol é a expressão utilizada pelo escritor Henry Miller, «copiada» recentemente pela banda portuguesa Linda Martini (que a utilizou para dar nome ao seu primeiro trabalho), cujo significado pode ser descrito como uma empatia especial que existe quando conhecemos uma pessoa, quando estamos a falar com ela pela primeira vez e há uma energia no olhar, toda aquela ligação um bocado inexplicável, algo a que muitos chamam, exageradamente ou não, amor à primeira vista.
Além de ser uma expressão pouco usual e esteticamente não tão bonita como a nível do seu significado inerente, é, ainda assim, uma expressão que muitos já terão procurado descobrir pelo simples facto de já terem sentido algo semelhante ao que a mesma preconiza. Estarei errado? Quantos de nós terão tido a infelicidade (na minha nobre opinião...) de nunca terem sentido algo assim? Acredito que muitos de nós já sentimos algo assim, nem que por meros segundos... quantos não sentiram já a faísca atear todo o interior com a simples troca de olhares e palavras com um alguém que nos é estranho à mente, mas que parece tão familiar ao coração...
De um modo egoísta consigo contar meia dúzia de situações em que tal me ocorreu, embora apenas uma, a primeira, tenha alcançado um patamar não antes sentido e incomparável para mim... No entanto, muitas outras faíscas, ou até mesmo labaredas tal a sua intensidade se atravessaram no meu caminho, basta que estejamos sempre receptivos à presença e ao encanto do que nos é estranho, mas apetecível...
A reflectir, a reflectir...

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